domingo, 24 de maio de 2015

Gilberto Marques: “Dona Iêda Carneiro poderá ser vice de Bôda”

Esta semana que passou, estávamos em um bate-papo rotineiro na cognominada “Boca Maldita” (na praça), onde estavam presentes alguns formadores de opinião da política alagoagrandense comentando sobre os fatos do momento. De repente, chega para compartilhar da conversa, o secretário de esporte e lazer do município, o ex-vereador Gilberto Marques da Silva, mandatário de cinco eleições consecutivas, tendo sido presidente da Câmara de Vereadores por três vezes, irmão do atual presidente do poder legislativo, Genildo Marques da Silva, e pai do vereador Gilberto Marques da Silva Júnior.
Eis que Gilberto fez uma declaração bombástica: “Dona Iêda Carneiro poderá vir a ser candidata a vice-prefeita numa chapa com o Bôda, já que está muito difícil encontrar quem queira  ser vice numa futura composição com Beto do sindicato, atual vice prefeito da cidade.” E disse mais: “O governador Ricardo Coutinho vai ser candidato a Senador e vai querer unir forças para sua eleição”, concluiu. Quiçá Gilberto Marques esteja jogando para a plateia, mas nessas afirmativas, pode está embutido uma ressonância do desejo do grupo do prefeito de se aproximar do agrupamento carneirista.
Todos nós, alagoagrandenses, sabemos que muitas palavras que são proferidas por Gilberto Marques são advindas do grupo o qual  faz parte, afinal ele é tido no meio político como um dos porta-vozes do grupo do prefeito Bôda. Interessante é que esse cenário remete a 2004, quando naquele instante, Alagoa Grande passava por um dos momentos mais difíceis de sua história, quando a barragem de Camará estourou, deixando a cidade praticamente arrasada. Daí nasceu a necessidade da união dos políticos em favor do município, fazendo surgir a possibilidade de união dos dois grupos políticos. Com o apadrinhamento do então governador, Cássio Cunha Lima, ficou apalavrado que Bôda seria o cabeça de chapa, enquanto o grupo carneiro indicaria o (a) vice na chapa; com o compromisso de Bôda, a vitória da suposta chapa teria por consequencia o apoio de todo o grupo Régis na reeleição do então deputado Júnior Carneiro em 2006.
Quando o eleitor, principalmente, do grupo carneirista, talvez sem entender a situação pela qual passava a cidade, tomou conhecimento do acordo, houve uma grande resistência do eleitorado e pressionaram Júnior Carneiro até que ele desistisse do acordo. A partir dai, ele lançou candidatura própria. Ao final foi uma derrota de Beto para Bôda e, em 2006, Júnior Carneiro, deixou de ser reeleito por poucos votos. Talvez se tivesse feito o acordo obtivesse o sucesso desejado.
Um fato que nos chama atenção nas declarações do secretário Gilberto Marques  é que, hoje, domingo, dia 24 de maio, está estampado em diversos jornais e sites do nosso estado que o Deputado Federal Wellington Roberto e o seu filho, Deputado Estadual Caio Roberto, acabam de aderir ao governador Ricardo Coutinho. Parecem muita coincidência as afirmações do ex parlamentar Gilberto Marques. Como sabemos, o prefeito Bôda é amigo de primeira hora do deputado Wellington Roberto e aí poderá acontecer, no próximo ano, o que não concretizou em 2004 e 2006 mudando apenas de padrinho, saindo Cássio e entrando Ricardo Coutinho.
Se essa profecia do ex vereador Gilberto Marques vier a se concretizar, abrirá uma lacuna na oposição de Alagoa Grande, e então a candidatura de Sobrinho Júnior ganhará musculatura política, inclusive, com grande chance de vitória, pois irá se apresentar como o novo. Se cair na graça, poderá causar um grande rebuliço, e quem sabe, até com uma expectativa de vitória. Não se deve brincar com o sentimento do povo, essencialmente, quando se trata do eleitorado de Alagoa Grande. Em política, “já vi até boi voar”, dizia o grande senador Humberto Lucena.

José Gildo de Araújo

DRT 4580/97

domingo, 17 de maio de 2015

Político é gente que não presta? Mas você é um político

Estamos vivendo um período da história em que tudo é falado, tudo é expressado e, principalmente, tudo é divulgado em proporções nunca antes imaginada. Este sistema democrático, advindo com a Constituição Federal de 1988, garantiu liberdade a todos os brasileiros para que a exercesse como conviesse. Todavia, a mesma Constituição fala também em direito de resposta e indenizações mediante o agravo de quem se sente ofendido.
Sem querer entrar nas minúcias dos últimos discursos proferidos na mídia alagoagrandense, tenho que admitir que a mim sobreveio certa preocupação correlacionada ao respeito com os parlamentares da cidade.
Ora, é bem verdade que a cada dia que passa se torna mais visível polêmicas sobre corrupção, falta de decoro e muitos têm alegado até mesmo a desídia (preguiça) dos profissionais da política; de modo a gerar um desencanto quanto à atuação política em todo o território nacional, além de criar um senso comum entre os brasileiros, que passam a não mais refletir sobre seus direitos e obrigações como cidadãos dentro do quadro político.
Hoje são comuns as frases: “não me meto com política”, “política não me interessa”, “político é gente que não presta”, entre outras que só vêm a denegrir o verdadeiro significado de política. Pois, saibam vocês que POLÍTICA, em sentido amplo, é tudo aquilo que lida com a comunidade, é a convivência humana, é a organização da vida em coletivo, é a maneira de resolver impasses sem guerra. Logo, o que quero mostrar é que todos nós estamos envolvidos com a política. Se você está inserido na igreja, existe convivência, existe política. Se você está inserido na escola, existe convivência, existe política. Em todos os casos, existem representantes, organização e respeito.
Para tanto, quando se trata da política que envolve os representantes do Munícipio, também há organização e há de se ter respeito, pois a mesma Constituição que garante a liberdade de expressão, traz como fundamento o fato de que todo poder até emana do povo, mas esse mesmo poder é exercido por meio de representantes eleitos (pelo povo).
Os vereadores que hoje ocupam a Casa Legislativa não estão ali pelo seu bel-prazer, estão naquela posição porque o próprio povo de Alagoa Grande os elegeram. Por certo, necessitam cumprir com deveres que a eles são impostos; precisam corresponder às expectativas de toda a cidade; precisam se portar com dignidade. Quanto a nós como cidadãos alagoagrandes, necessitamos acompanhar o desenrolar dos projetos; apresentar propostas positivas para a cidade; propostas que façam desenvolver a educação, a saúde, a infraestrutura, o comércio e tantos outros setores que hoje se encontram deficitários na cidade.
Nós, cidadãos alagoagrandenses, temos que entender que existe maior impacto na atuação de um vereador e prefeito sobre nossas vidas, do que a atuação da própria Presidente Dilma Rousseff, pois é óbvio que temos maior acesso àqueles que estão compartilhando das mesmas dificuldades da cidade, do que aquela que está em Brasília enviando ordens para todo o país. Temos que entender também que o voto não é uma simples atuação de um Domingo de Outubro, mas o início de uma nova jornada de cobrança e esperança de melhoria. Cabe apontarmos os erros, as críticas, mas desde que estejamos participando veementemente, pois “os ausentes nunca têm razão”.
Esse é o tipo de cutucada não para ferir, mas para tomarmos uma postura de respeito perante o que somos e o que temos. Devemos ter orgulho de sermos alagoagrandeses! Não precisamos viver para sempre citando que aqui FOI a Terra de Jackson do Pandeiro, de Oswaldo Trigueiro, de Margarida Maria Alves, de vultos que passaram neste torrão. Temos que pensar que Alagoa Grande É a terra de cada um e, ao mesmo tempo, de todos nós. Uma Terra que respeita o seu povo e luta por ele, sem esperar que simplesmente as coisas caiam do céu, pois até chuva está difícil ultimamente.
Termino com as palavras de André Comte-Sponville quando ele cita em seu livro “Apresentação da Filosofia”: “Como não ser cúmplice do medíocre ou do pior se você não faz nada para impedi-lo? O apoliticismo é ao mesmo tempo um erro e uma culpa: é ir contra seus interesses e seus deveres”. Participemos e nos interessemos mais, claro, de forma sempre respeitosa.

José Gildo de Araújo
Jornalista DRT 4580/97

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Previsão Confirmada

Há alguns dias, nesta mesma coluna, dizíamos que o presidente da Câmara Municipal de Alagoa Grande, o vereador Genildo Marques da Silva, teria afirmado que só aceitaria ser candidato a vice-prefeito em uma composição com quem nunca fora prefeito de Alagoa Grande, e que, portanto, não seria jamais candidato a vice numa possível chapa encabeçada pelo atual prefeito Hildon Régis Navarro Filho, Bôda.
Naquela oportunidade, não tão distante, nós previámos que com aquelas afirmações o parlamentar já estaria demonstrando o seu afastamento de forma paulatina do grupo Régis e se reaproximando do grupo Carneiro. Esse fato causou repercussão de grandes proporções nos meios de comunicação, não só no município, mas em toda a região, quando dali em diante a movimentação política da cidade tomou outros desdobramentos. Pois alguns assessores e correligionários do prefeito Bôda ficaram extremamente desapontados com as declarações insatisfatórias do Presidente Genildo Marques, pois se sentiram traídos, tendo em vista que na percepção destes haviam cumprido a palavra em ajudá-lo em sua eleição para Presidente da Câmara.
Todavia o que tem se visto são encontros momentâneos, mas importantes, do Presidente Genildo Marques com partidários e até mesmo com o deputado Junior Carneiro.
Toda essa repercussão tomou uma conatação maior desde o dia do aniversário do vereador Luiz Lucindo, no Centro de Treinamento, quando o vereador Genildo Marques fora fotografado ao lado do aniversariante e da possível candidata da oposição, Dona Ieda Carneiro. Em um outro instante, na inauguração do asfaltamento que liga a BR-230 até Guarabira, quando lá estava, mais uma vez, o Presidente Genildo Marques ladeado do Governador Ricardo Coutinho e do Deputado Joao Bosco Carneiro Junior.
Como se não bastasse, eis que mais uma vez, semana passada, o chefe do Legislativo alagoagrandense fez parte junto com a comitiva dos vereadores de oposição e o Dep. Joao Bosco Carneiro Junior da visita à barragem de Pitombeira, quase concluída.
Esses aparecimentos políticos dificilmente serão por mera coincidência ou pura atuação do acaso; nao restam mais fortes dúvidas de que o parlamentar já está quase sacramentado como mais um componente do grupo carneirista.
Portanto, por mais que o vereador possa vir a negar tal compromisso, para aqueles que entendem um pouco da política alagoagrandense,  a previsão vem se confirmando a cada dia de que passa. Não precisa ser um Nostradamus para sentir a reviravolta que está se aproximando de Alagoa Grande quanto ao quadro político. Abrindo margem, assim, para que o grupo Carneiro possa montar uma estratégia que consiga aglutinar tantas lideranças.

José Gildo de Araújo
Jornalista
DRT 4580/97

domingo, 3 de maio de 2015

Carta na Manga

Há alguns dias, nesta mesma coluna, dizíamos que o presidente da Câmara Municipal de Alagoa Grande, o vereador Genildo Marques da Silva, teria afirmado que só aceitaria ser candidato a vice-prefeito em uma composição com quem nunca fora prefeito de Alagoa Grande, e que, portanto, não seria jamais candidato a vice numa possível chapa encabeçada pelo atual prefeito Hildon Régis Navarro Filho, Bôda.
Naquela oportunidade, não tão distante, nós previámos que com aquelas afirmações o parlamentar já estaria demonstrando o seu afastamento de forma paulatina do grupo Régis e se reaproximando do grupo Carneiro. Esse fato causou repercussão de grandes proporções nos meios de comunicação, não só no município, mas em toda a região, quando dali em diante a movimentação política da cidade tomou outros desdobramentos. Pois alguns assessores e correligionários do prefeito Bôda ficaram extremamente desapontados com as declarações insatisfatórias do Presidente Genildo Marques, pois se sentiram traídos, tendo em vista que na percepção destes haviam cumprido a palavra em ajudá-lo em sua eleição para Presidente da Câmara.
Todavia o que tem se visto são encontros momentâneos, mas importantes, do Presidente Genildo Marques com partidários e até mesmo com o deputado Junior Carneiro.
Toda essa repercussão tomou uma conatação maior desde o dia do aniversário do vereador Luiz Lucindo, no Centro de Treinamento, quando o vereador Genildo Marques fora fotografado ao lado do aniversariante e da possível candidata da oposição, Dona Ieda Carneiro. Em um outro instante, na inauguração do asfaltamento que liga a BR-230 até Guarabira, quando lá estava, mais uma vez, o Presidente Genildo Marques ladeado do Governador Ricardo Coutinho e do Deputado Joao Bosco Carneiro Junior.
Como se não bastasse, eis que mais uma vez, semana passada, o chefe do Legislativo alagoagrandense fez parte junto com a comitiva dos vereadores de oposição e o Dep. Joao Bosco Carneiro Junior da visita à barragem de Pitombeira, quase concluída.
Esses aparecimentos políticos dificilmente serão por mera coincidência ou pura atuação do acaso; nao restam mais fortes dúvidas de que o parlamentar já está quase sacramentado como mais um componente do grupo carneirista.
Portanto, por mais que o vereador possa vir a negar tal compromisso, para aqueles que entendem um pouco da política alagoagrandense,  a previsão vem se confirmando a cada dia de que passa. Não precisa ser um Nostradamus para sentir a reviravolta que está se aproximando de Alagoa Grande quanto ao quadro político. Abrindo margem, assim, para que o grupo Carneiro possa montar uma estratégia que consiga aglutinar tantas lideranças.

José Gildo de Araújo
Jornalista
DRT 4580/97

domingo, 26 de abril de 2015

Ricardo Coutinho: Uma metamorfose ambulante

Quando nascemos, os primeiros passos são sempre acompanhados pelos nossos pais, e de acordo com o crescimento, começamos a receber os primeiros conselhos, o de ser trabalhador, respeitador e honesto. Essa é também a tônica do eleitor quando dar seu voto a qualquer político que vai nos representar, seja no legislativo ou no executivo. E ai, não temos nenhuma dúvida de falarmos do zelo com os recursos do cidadão paraibano por parte do Governador Ricardo Vieira Coutinho, que tem feito um governo austero, porém, profícuo, com um modelo inovador e eficaz de administrar.
O governo do Estado tem mostrado ao Brasil que aquela Paraíba, antes vista como um Estado retrógrado, acabou; pois, já estamos em outro patamar, cujo o objetivo é o de buscar o desenvolvimento visando a acompanhar os nossos vizinhos estados, como Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, tendo em vista o quanto estes avançaram nas últimas décadas, deixando a Paraíba na retaguarda.
Para o avanço paraibano foram necessárias algumas medidas amargas, no início do primeiro governo, em que foram quebrados paradigmas existentes em governos anteriores. Hoje, qualquer cidadão, por mais ingênuo que seja, já observa, uma mudança considerável no governo ricardista. Está mais do que claro que a paraíba de hoje vem tomando um novo formato de Estado; prova disso é o ritmo acelerado e consistente do desenvolvimento aplicado pelo chefe do executivo estadual, que tem sido o grande responsável por essa metamorfose, a qual tem colocado a paraíba em lugar de destaque.
Um dos fatos marcantes do governo de Ricardo Coutinho tem sido a integração do povo paraibano. Ele tem gerado facilidades, essencialmente, ao menos favorecidos, como os que vivem nas pequenas cidades e em lugares longíncuos, quando ao construir estradas e, ainda mais, asfaltadas, faz com que muitas pessoas, agora possam visitar seus parentes e amigos que há tempo não os avistavam. Ademais, tem melhorado a qualidade de vida daquele povo, deixando, de uma vez por toda, o enclausuramento, dando-lhes liberdade plena.
Ricardo não para, além de realizar sonhos dos moradores do sertão, vale do piancó, cariri, agreste, vale do mamanguape e curimataú, com estradas, barragens e hospitais, vai ao brejo, e inspirado no grande governador paraibano, João Agripino, faz novamente todo o “anel do brejo”, asfaltando desde a BR230 até Juarez Távora, passando também, pelos municípios de Alagoa Grande, Alagoinha, Mulungu, Cuitegi e toda região de Guarabira. Diga-se de passagem, são obras em que podemos chamar de primeiro mundo, e mais as barragens de Araçagi (região de Guarabira), Pitombeira em Alagoa Grande, e está construindo novamente Camará para atender toda região brejeira. Tudo isso para que as pessoas possam usufruir de água em abundância para beber e viver, e nunca mais, venham a passar por uma catástrofe vergonhosa, como foi aquela de 2004, quando vidas  foram  ceifadas em Alagoa Grande e em Mulungu.
Então fica a pergunta, como é que um governante realiza tantas obras numa região em que foi tão desfavorável politicamente. Mas, esse é o estilo de governar de Ricardo Coutinho, trabalhar sem olhar, quem votou ou quem deixou de votar com ele, o seu objetivo é labutar em prol de todos os paraibanos indistintamente.
Com essa peformance, o governador Ricardo Coutinho, entra para a história, como um dos maiores administradores da paraíba, credenciando-se, cada vez mais, a uma possivel postulação a nível federal, pois tem se destacado como uma liderança nordestina, inclusive, fazendo um papel importante em defesa do nordeste sempre que participa em reuniões na capital federal.
Não surpreendamos, portanto, se nas eleições de 2018, aparecer o nome do governador da paraíba, Ricardo Vieira Coutinho, configurando em umas das chapas majoritárias para Presidente ou vice da república, tendo em vista que seu governo tem alcançado aprovação altíssima, já que tem  logrado  êxito. Para tanto, vem despontando, de forma estratégica, como um provável representante do nordeste em uma possível composição, pelo menos, é o que se observa dentro dessa sua trajetória política. Por enquanto, ficamos torcendo para que ele continue realizando uma administração repleta de sucesso para todos os paraibanos.

José Gildo de Araújo
Jornalista
4780/97

domingo, 19 de abril de 2015

Sobrinho Júnior: Um candidato da mudança?

Muito tem se comentado porque esta coluna, ainda não havia falado sobre, a possível candidatura a prefeito de Alagoa Grande, no próximo ano de Sobrinho júnior.
        Trata-se de um jovem inteligente, comunicativo, hábil, fácil de se relacionar com as pessoas, e mais, dono de um invejável currículo e que carrega consigo uma vontade imensurável de administrar o terra de Jackson do Pandeiro. Para quem não sabe, Sobrinho Júnior tem doutorado na área de engenharia civil, é Professor titular e engenheiro, concursado, da Universidade Federal da Paraíba ( UFPB) entre outros. É mais que evidente que com todos esses apetrechos está mais do que credenciado para governar uma prefeitura do nível da de Alagoa Grande. No entanto, quando se fala em política, as coisas começam a tomar configurações diferentes, pois é preciso ser auspicioso, já que ela é bastante dinâmica.
         Para que esse sonho possa se concretizar, Sobrinho Júnior, vai ter que dialogar muito, principalmente com os partidos, propondo sempre alianças partidárias, algo que deverá ser extremamente ardoroso, já que, de um lado temos o perfeito Bôda, demonstrando, pelo menos, nas " entre linhas", que irá apoiar o vice-prefeito José Wanberto ( Beto do Sindicato), e na oposição também já se começa especular  diversos nomes daqueles que  fazem parte do grupo carneiro.
         Se realmente, Sobrinho Júnior estiver disposto a fazer algumas concessões, deve antes de tudo apagar as arestas políticas que perduram na família, desde a época das eleições, quando ele, de forma até constrangedora não votou no seu pai, Antonio da Silva Sobrinho, que era candidato a vice-prefeito na chapa com Júnior Carneiro, na última eleição para prefeito.
         Apesar de tudo isso, não só ele, como alguns membros de seu convívio  familiar, dizem que sua pre-candidatura a prefeito é irreversível, e que já trabalha a procura de um vice para formalizar sua chapa, pois acredita que o povo alagoagrandense, já não suporta mais esses dois grupos políticos que se reversam no poder a cerca de quarenta anos, e que é preciso oferecer uma nova dinâmica na política-administrativa dentro desse contexto inovador de se votar em quem tem competência e ética. Para isso, é preciso alargar e estender suas tendas políticas nas diversas regiões do município, como a zona rural, buscando lideranças para dar apoio ao seu projeto de governo.
Finalmente, pelo que enxergamos, se Sobrinho Júnior conseguir aglutinar forças políticas para o seu lado, e cair na graça da "mudança", poderemos ter surpresas nas eleições em 2016 em Alagoa Grande. Nunca devemos esquecer de que a nossa terra de vez em quando, reserva algumas surpresas em suas eleições. Só para refrescar a memória, quem não lembra da vitória de José Filgueira Amorim ( Deli Filgueira ), um simples funcionário da prefeitura que teve a coragem de enfrentar e ganhar do  candidato de Dr. João Bosco, Cláudio Régis, na época,onde se dizia que era imbatível. Outro fato desta mesma natureza, se deu quando o ex prefeito Hildon Régis, pai do atual prefeito Bôda, enfrentou, o então candidato Genival Sales Amorim,(Vava), onde, naquele tempo, na década de noventa, se  comentava que era quase impossível uma vitória de Hildon Régis, mas de forma inédita na política alagoagrandense, e talvez no estado, ele, Hildon, visitou todas as residências do município, e sem realizar um comício, derrotou o seu adversário fragorosamente. Em política não se sub-estima  adversário, se respeita.
José Gildo de Araújo
Jornalista
 4580/97

domingo, 12 de abril de 2015

Eleições 2016: Politicamente, Bôda não está “morto”

Os adversários políticos do prefeito Hildon Régis Navarro Filho (Bôda), muitas vezes, ficam empolgados imaginando que politicamente ele está morto. Enganam-se aqueles que pensam desta forma, pois o chefe do governo alagoagrandense já demonstrou em outras oportunidades como resistir, persistir e superar as adversidades enfrentadas em diversos embates políticos com os seus concorrentes, obtendo sempre sucesso. Haja vista o que houve na campanha passada, quando poucos acreditavam numa possível vitória; quando até mesmo as pesquisas iniciais traziam um diagnóstico totalmente desfavorável, mas de forma surpreendente  suplantou o seu concorrente, Júnior Carneiro e chegou a ser o vencedor.
Claro que este mandato, o qual chamamos de Bôda 3, está deixando muito a desejar. Uma gestão extremamente diferente dos outros dois mandatos anteriores, quando era ousado e mais eficaz; hoje, infelizmente, a cidade tem sofrido por falta de um governo mais operante, onde nem mesmo, algumas obras inconclusas deixada pelo prefeito Júnior Carneiro, se quer tiverem solução de continuidade.
O que se presume é que o prefeito Bôda, numa tentativa desesperada de reverter o quadro político, está deixando para a “Última Hora Eleitoral’ a chegada de algumas obras para tentar persuadir os cidadãos alagoagrandenses. Caso assim não proceda, poderá sofrer uma derrota acachapante para as oposições.
Por outro lado, isso não significa dizer que as oposições já possam ficar com o “ôba ôba” de que já ganharam. Pelo contrário, devem ficar ainda mais vigilantes, pois quando se trata de política, e mais em Alagoa Grande, tudo pode acontecer! Nem sempre a lógica funciona, principalmente quando está em jogo um exímio estrategista político da estirpe de Bôda. É preciso respeito a quem nunca sofreu uma derrota nas eleições quando as está disputando.
Só os que sofrem de anosmia política é quem não sente o faro dos fatos políticos de nossa cidade. Basta ter um senso crítico para detectar que as eleições na terra do ex governador, Oswaldo Trigueiro de Albuquerque e Mello, sempre foram bastante acirradas, seja quais forem os candidatos.
Diante do exposto, situação e oposição devem começar a montar suas estratégias, pois as eleições de 2016, pelo menos, em nosso município, já começaram. Vamos ver quem, no final sairá vitorioso.

José Gildo de Araújo
Jornalista
DRT 4580/97