domingo, 25 de outubro de 2015

Um governo apático, uma oposição confusa


Parece redundante, mas não podemos deixar de ressaltar algo nunca antes visto no currículo do atual prefeito de Alagoa Grande: atrasar pagamento do servidor publico alagoagrandene. Leia-se: funcionários da saúde.
O atraso foi tanto que o representante do sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde, o radialista Sátiro Aires coelho,  teve que fazer um apelo no programa de Rádio, comandado pela oposição ao prefeito no município para que o Chefe do Executivo Municipal, Hildon Régis Navarro Filho (Bôda), efetuasse, pelo menos, o mês de setembro, pois existem muitos desses Agentes que estão precisando cumprir com os seus compromissos financeiros e, acima de tudo, alimentares.
Pleiteia-se não um mero favor do Prefeito, mas um dinheiro que é fruto do suor desses trabalhadores, que é direito pleno! É incrível ter que assistir a tudo isso e não desabafar, pois é indignante como fato dessa natureza ainda acontece em pleno século XXI. São por essas e outras coisas, que a população já percebeu nitidamente o total desinteresse do Prefeito em administrar Alagoa Grande.
Consequências de atitudes como estas são refletidas por meio de um índice tão alto de rejeição por parte da população alagoagrandense, o que vai se caracterizando como um governo irrecuperável, o que provavelmente lhe custará uma derrota acachapante nas eleições do próximo ano (claro, dependendo do candidato da oposição).
Por outro lado esperamos que na oposição, o líder do grupo, o Deputado Júnior Carneiro, use da sabedoria do Rei Salomão e chame atenção dos seus liderados, pois, o momento é de planejar o futuro e não de lançamento de candidatura precipitada, na pressão, pois ninguém é candidato de si mesmo, e sim, de um grupo com ressonância no povo. É preciso fazer como Jó, ter calma e paciência, pois tudo tem que ser resolvido no tempo certo, para que não haja descontentamento. O objetivo agora é fazer com que o grupo oposicionista chegue para as convenções coeso, unido, com uma linguagem harmônica, apresentando propostas  que realmente convençam a população trazendo algo de concreto no resgate dos valores que Alagoa Grande necessita.
É essencial que o deputado João Bosco Carneiro Júnior realize uma pesquisa e, de forma clara, transparente, e objetiva, apresente esses resultados a todos os pré-candidatos do grupo carneirista; que mostre quem está melhor posicionado, que anuncie a toda população alagoagrandense o candidato ou candidata que o povo quer, pois se colocar um candidato que não esteja de acordo com o sentimento do povo alagoagrandense, poderá dar um passo errado e colocar tudo a perder.
Está mais do que provado que o prefeito Bôda está só esperando quem será o candidato da oposição para se posicionar politicamente. Enquanto isso, para a oposição, é melhor prevenir do que remediar, então, é mais viável colocar o time titular para jogar e vencer do que se arriscar com a equipe reserva.
No mais, independentemente de quem seja o representante, que coloque como plano estratégico o mínimo aceitável: pagamento de salário em dia e projetos pujantes, buscando o soerguimento politico, econômico e social da cidade. Para um bom entendedor meia palavra basta. Essas eleições prometem muitas emoções e difíceis escolhas.

 
JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
DRT 4580/97

domingo, 18 de outubro de 2015

Política se faz com étia e respeito, não com hipocrisia!!

Foi dada a largada para o início do grande embate político visando às eleições do próximo ano, mesmo assim, já começam os mesmos atores a blasfemar diante dos olhares do povo. Cremos que, desta vez, irá ser diferente, pois o eleitor, que está mais amadurecido, não se curvará àqueles candidatos que objetivam tão somente o poder pelo poder, com suas mentiras e enganações. Ou tem ética e respeito ou não terá o voto do cidadão, pois ninguém suporta mais tanta hipocrisia. É importante que o eleitor tome cuidado com os candidatos marqueteiros, vestidos de pessoas públicas e de bem que utilizam a mídia para a persuasão, prometendo solução para a cidade ou até mesmo para sua família. Devemos ter muito cuidado com esse charlatanismo político que começa a vigorar por aí.
Temos que refletir bastante, fazer um verdadeiro garimpo, para de fato escolher o voto. Estamos passando por um dos momentos mais difíceis da política nacional, justamente por terem nos ludibriados, pois o povo brasileiro acreditou em um programa de governo que era uma areia movediça; quando desmoronou, foi de uma vez. E está mais do que provado que a briga era pelo poder e não para resolver os problemas do povo brasileiro.
Por aqui, não é diferente, é preciso dar um basta nisso tudo, e escolhermos um candidato que realmente tenha a cara do povo alagoagrandense, terra altiva de grandes homens como o nosso emblemático Oswaldo Trigueiro de Albuquerque Mello, que nos orgulhava, pois por onde andasse levava consigo o nome de sua terra natal.
Alagoa Grande tem em seu currículo histórico, uma terra de luta e de resistência. Na Paraíba, Alagoa Grande era conhecida como o berço da ditadura, de onde o chamado "Grupo da Várzea" comandava toda a politica paraibana. Mas, mesmo assim, não se entregava, pois tinha em Margarida Maria Alves e Maria da Penha, líderes que resistiam a tudo aquilo que acontecia contra o trabalhador; contavam com o apoio do então promotor de justiça da época, Dr. João Bosco Carneiro, defensor incansável dos menos favorecidos da "Liga Camponesa". Este é apenas um breve relato, para tomarmos como parâmetro a importância do povo alagoagrandense, e que estão querendo desmanchar de uma vez por todas, essa história tão relevante que dignifica a nossa gente.
É chegada a hora de darmos as mãos e unirmos "cabeças" que realmente pensem numa Alagoa Grande pujante, progressista, que se comprometam em tirar, sem hipocrisia, a nossa cidade do atoleiro em que se encontra.
Atualmente, pois estamos perdendo espaço para cidades como Alagoinha, que nos últimos seis anos cresceu quase cem por cento e Alagoa Grande ficando para trás. Se não acordarmos, iremos sofrer por mais quatro anos, e de quem será a culpa? Nossa, que não tivemos a capacidade de escolher um candidato comprometido com o Município.
É mais do que importante analisar o passado político do candidato, a sua postura e compostura política. Se prometer emprego ou casa, fiquemos logo desconfiados, pois esse comportamento está fora do procedimento de quem realmente quer dar soluções para os problemas que a cidade necessita. Podemos comparar a Alagoa Grande de hoje, a uma família, a qual está se desmoronando, e precisa de uma voz altiva de algum membro da família que  chame o feito a ordem, e ela (família) volte ao convívio normal.
Diante de tudo isso, convoquemos aos filhos alagoagrandenses, estejam onde estiverem, que venham salvar nossa terra, pois do contrário, o nosso torrão tenderá a ficar no ostracismo. Senhores futuros candidatos respeitem a história de nosso povo, não façam política subestimando a inteligência de nossa gente. A paz só existe onde se tem respeito. Liberdade Alagoa Grande, Liberdade.

JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
4580/97

domingo, 11 de outubro de 2015

Uma reflexão de futuro: Temos em quem votar?

As cortinas do teatro político estão abertas! Os atores já se apresentam com suas encenações, que caberá à plateia (o povo), depois de assistir aos "espetáculos", julgarem e darem os seus vereditos. Uns artistas vestidos de políticos, e uns políticos vestidos de artistas, tendo como coadjuvante nesse enredo alguns  eleitores sórdidos, e outros complacentes. E no epílogo (final) poderemos vivenciar uma história real de sofrimento ou de alegria por um período de quatro anos.
Vejamos algumas situações reais de acontecimento: Votar em Beto pode ser oferecer uma oportunidade a um filho da cidade que só teve a chance de ser vereador e vice-pefeito. Seu grande empecílio talvez seja o partido (PT), que se encontra bastante desgastado perante a sociedade brasileira. Além disso, Beto carrega consigo a parceria do prefeito Bôda, que está bastante desgastado politicamente.
Josildo Oliveira, político de fácil articulação, homem da confiança do grupo Carneiro, tem em seu currículo: vereador diversas vezes,um mandato de vice prefeito no governo de Bôda entre 2001 e 2004 e a participação como secretário de saúde do município. Todavia, tem contra si, no momento, um certo desgaste político, principalmente, entre  alguns assessores do deputado Júnior Carneiro. Há boatos de que os assessores temem que Josildo possa  ser o escolhido como candidato, e venha a sofrer uma derrota, fato que os carneiristas não querem nem ouvir falar em 2016. Pois, visam a reeleição do Deputado Júnio em 2018. Uma derrota nas urnas municipais próximo ano, poderia abalar de forma intensa tais planos.
Sobrinho e Sobrinho Júnior, vemos que foi muita pirotecnia pra nada. Talvez por imaturidade política, pai e filho parecem ter entrado no Bateau Mouche (barco que afundou), onde foram persuadidos por dois comandante (presidente e vice do PSD). Estes últimos do PSD, não possuem nenhuma expressão política, um não tem a ficha politicamente limpa e o subcomandante nunca obteve sequer uma qualificação eleitoral, ou seja, não possuem nem um tipo de representatividade social. Dessa forma, torna-se quase inviável uma possível candidatura de ambos (Sobrinho e Sobrinho Júnior). Não foi por falta de aviso.
Genildo Marques, vereador com vários assentos na casa "Francisco Luiz de Albuquerque Melo", polêmico e transparente. Presidente da Câmara Municipal por duas vezes. É um exímio assistente para os idosos, essencialmente da zona rural. Genildo tem-se notabilizado por dizer aquilo que sente, doa a quem doer, onde que que esteja. Para completar, aproximou-se de vez do grupo carneiro, onde no final da data de filiação migrou para o PSB de Dona Iêda Carneiro e do Governador Ricardo Coutinho.
Fabiano Luz, vereador por duas vezes, tem se tornado um candidato emergente, é o que está na " boca do povo". O parlamentar tem a seu favor o fato de ser filho de Alagoa Grande. Pois, nascido na Zona Rural do município, tem se credenciado por apresentar uma performance aceitável pela população, seja como Presidente da Associação dos Servidores Públicos ou como parlamentar. É sem, sombra de dúvidas, na opinião dos "bosqueiros", o melhor candidato numa composição de chapa com Dona Iêda Carneiro, embora exista alguma desconfiança politica, devido ao fato de que ele sempre se apresenta um político independente, altivo. Questiona-se: Quem em sã consciência, nessa altura do jogo, seria capaz de deixar pra trás quem tem como espólio politico a bagatela de mil votos, e que provou que tem capacidade transferir a mesma quantidade de votos a um outro parlamentar, como foi o caso do Deputado Federal Benjamim Maranhão. Hoje, Fabiano Luz é um " divisor de água" na política alagoagrandense, é o "fiel da balança".
Dona Iêda, com todo currículo que carrega, por tudo que ja relatamos aqui, é a favorita do grupo oposicionista para ser a candidata das oposições. O afastamento da ex-primeira dama do foco político, está nítido que foi uma estratégia do Deputado Júnior Carneiro, para que não houvesse um assédio tão constante, como estava havendo, pois o cartório, o qual ela presta serviço à população já estava se tornando inviável o atendimento ao público dado a grande quantidade de gente que entrava e saia de sua repartição de trabalho, querendo prestar solidariedade à sua possível postulação de prefeita de Alagoa Grande. O povo carneirista quer sangue carneiro nas eleições de 2016.
Finalmente o Prefeito Bôda, estratégico como lhe é peculiar, fica só estudando os adversários.O prefeito sabe do seu desgaste, mas compreende o  tamanho do seu potencial, o qual, às vezes, é observado até com uma certa soberba diante das inúmeras  vitórias obtidas. Mas será que vale apena repetir um possível governo Bôda? Será que essas obras que poderão chegar ao município, de última hora, o credenciará a uma reeleição? A resposta talvez seja não, pois vemos o povo alagoagrandense muito amadurecido, e que está só aguardando o Chefe do Executivo anunciar sua candidatura, para vir o rebate. E supomos que será um contra-ataque duro. No mais, o que se observa é que a oposição está com a "faca e o queijo" nas mãos.

JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
4580/97

domingo, 4 de outubro de 2015

Nós temos cara de palhaço?

O país passa por um dos momentos mais ardorosos da sua história, pois estamos assistindo a uma verdadeira desmoralização dos homens públicos, aqueles que deveriam servir de exemplos para crianças e jovens, mostram-se muitas vezes se lamiando, caindo na vala comum, como se toda essa corrupção fosse algo normal e corriqueiro numa sociedade nefasta a qual vivenciamos. Ora, será que estamos diante do apocalipse moral, em que a inversão de valores predomina no cotidiano que ninguém mais se respeita?
                Até quando iremos assistir a tanta hipocrisia de nossos governantes, que hoje entram em nossos domicílios através dos diversos meios de comunicação, blogs, portais, TV, Facebook, Whatsapp, Instagram...para transmitirem blasfêmias que só nos deixam, cada vez mais, indignados, às vezes revoltados, até por sermos impotentes diante desses atores que ora fazem a política brasileira.
                É vergonhoso assistirmos a tudo isso de "camarote", " deitado eternamente em berço esplendido", vendo esses famigerados homens e mulheres que se dizem pessoas públicas travestidos de pessoas de bem, mas estão surrupiando o nosso país e se locupletando do nosso suor, da labuta do cidadão de bem. "Que pais é esse" que gasta bilhões em uma copa do mundo e outros bilhões para promover Olimpíadas, pratica malversação com o dinheiro do contribuinte, nos lava jatos da vida, enquanto o povo fica a mendigar o pão de cada dia?
                Para tanto, dentro desse mesmo raciocínio, vemos que nos Municípios os fatos parecem ser mais ou menos idênticos, pois, como se não bastasse, vêm agora os senhores Prefeitos dizendo que suas prefeituras estão falidas, quebradas e ameaçaram a paralisação de quase toda a máquina administrativa. Certamente existem algumas exceções: caso em que alguns até que diminuíram os seus subsídios (salários), como foi o caso dos prefeitos de Campina Grande, Romero Rodrigues; O de Sousa André Gadelha, e outros.
Mas o que nos chamou atenção foi o fato de que o prefeito de Alagoa Grande, Hildon Régis Navarro Filho (Bôda), ainda não baixou a sua remuneração, dando um péssimo exemplo aos demais que estão fazendo esse "sacrifício". Hoje, o salário do referente Prefeito gira em torno de dezoito mil reais mensais, dando prova inconteste de que parece que está tudo bem no município.
É preciso que o povo alagoagrandense também exija sacrifício do senhor prefeito, e ele, na qualidade de represente maior do povo na cidade dê o bom exemplo e mande para a Câmara Municipal projeto de lei para que os vereadores analisem e aprovem a redução dos subsídios do chefe do executivo alagoagrandense, aí sim estaria dentro do contexto pelo qual passa o país, ou será que o povo tem cara de palhaço? Não brinquem com a nossa gente, o nosso povo sempre foi rebelde a quem tenta fazê-lo de tolo.

JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
DRT 4580/97

domingo, 27 de setembro de 2015

Wellington Roberto: Ele fez... ele faz?

O Deputado Federal Wellington Roberto (PR), um dos mais respeitados parlamentares do Estado da Paraíba, dada a sua notável atuação no Congresso Nacional, tem tido como destaque o fato de carrear benefício (obras) para os diversos Municípios, como é o caso de Alagoa Grande.
A cidade sempre foi recíproca a tudo que lhe foi oferecido, tendo em vista que, há décadas, Wellington Roberto tem sido majoritário nas eleições, com votações  hiperbólicas, deixando os seus adversários políticos admirados com a sua performance eleitoral no Município.
Mas parece que aquela "lua de mel" com a cidade tem ficado mais no discurso do que na prática, prova disto é que de um longo tempo para cá, o município não vem sendo contemplado com aquelas obras anteriormente vistas. Antes, quando o deputado dava sua palavra nos palanques, era quase uma certeza, pois, com ele, sempre foi assim: "prego batido, ponta virada"; daí ter conquistado a confiança do povo alagoagrandense. Até então, votar em Wellington Roberto era uma questão de gratidão por tudo que havia feito pela nossa gente, independente de partido político, já que passou a ser respeitado até pelos seus mais ferrenhos adversários.
Não é à toa que um candidato chega a arrastar quase oito mil votos em uma eleição proporcional numa cidade com pouco mais de vinte mil eleitores, como é o caso de Alagoa Grande, significando aproximadamente 50% do eleitorado, e sim, isto aconteceu em 2006, numa das mais memoráveis eleições já realizadas na cidade, quando Wellington era tratado como um membro de nossa família, mesmo sendo uma autoridade, mas as pessoas saiam às ruas para vê-lo, abraça-lo num gesto de agradecimento por tudo que havia feito até aquele momento, onde as pessoas faziam questão de expor em suas residências sua propaganda política que tinha como slogan "Wellington Roberto: Ele fez, ele faz"; tudo isso sem precisar usar métodos escusos como a chamada "compras de votos".
Alagoa Grande, naquele época, era administrada pelo prefeito Bôda, seu "afilhado político". A cidade viveu naquele tempo momentos áureos, quando a taxa de desemprego estava extremamente reduzida diante da quantidade de realizações de benefícios que advinham por parte do nosso representante na Câmara Federal.
Entretanto, parece que o deputado Wellington Roberto ou esqueceu do seu "afilhado político" ou  da cidade que o adotou como filho, pois Alagoa Grande vem passando por dias difíceis no que concerne às obras realizadas, pois além de não vermos nenhuma construção no município, durante a atual administração, concomitantemente não vemos sequer a conclusão das obras deixadas pelo ex-prefeito João Bosco Carneiro Júnior, atual deputado estadual.
A propósito, o eminente deputado esteve recentemente na cidade, inclusive, abordando  alguns transeuntes sobre como está a cidade, numa forma estratégica de observar o comportamento da administração, numa visível demonstração de preocupação, chegando a dizer para algumas pessoas que "Alagoa Grande terá grandes novidades".
Diante de tudo isso, observamos que o parlamentar deve urgentemente, mesmo com toda essa crise política e econômica que vive o país, conseguir recursos, nem que seja do orçamento impositivo aprovado pelo Congresso Nacional, que tem por finalidade ajudar o parlamentar a enviar recursos para suas áreas de atuação política, e com isso ajudar o prefeito Bôda a terminar seu mandato com algumas obras realizadas no Município.
Esperamos que o deputado Wellington Roberto, pelo menos nesse restante de mandato de Bôda, der o "ar de sua graça", contemplando Alagoa Grande com algo que seja peculiar à sua votação, do contrário, ajudará o prefeito apenas ao sofrimento de uma derrota esmagadora para oposição, o que respingará em sua futura candidatura a Deputado ou Senador da República.
A verdade é que o Município faz muito tempo que não ver uma obra trazida pelo deputado Wellington. Foram quatro anos do prefeito Júnior Carneiro, mais quase três do prefeito Bôda e nada, ou seja, já são quase sete anos! Para quem já recebeu quase oito mil votos em uma eleição na cidade, já está mais do que na hora de fazer algo, para depois não ser tarde de mais, e ter que assistir a uma reviravolta em seus projetos políticos em Alagoa Grande, em que o povo  comece a dizer somente: "Ele fez... e já não faz”, que fique só no passado.
Fiquemos na torcida para que a nossa terra possa ser contemplada por novas obras, pois precisamos sair dessa situação de inércia, voltarmos a ser uma cidade de vanguarda no cenário paraibano. Só assim, poderemos, a partir dos municípios, gerando empregos e rendas, começarmos a contribuir a tirar o país da crise em que está mergulhado.

JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
DRT 4580/97

domingo, 20 de setembro de 2015

Vice-prefeito Beto: "Agora é a minha vez"

Esta semana tivemos uma conversa com o vice-prefeito alagoagrandense, José Wamberto, que falou de seus projetos políticos.
De forma bastante descontraída, Beto disse que continua a labuta sempre focado em 2016. Assim, tem procurado visitar todas as comunidades do Município com o intuito de levar sua mensagem na tentativa de persuadir seus eleitores, vislumbrando uma vitória nas eleições do próximo ano.
Beto - que já foi vereador por duas vezes, vice-prefeito de João Bosco Carneiro Júnior e atualmente é vice prefeito de Hildon Régis Navarro Filho (Bôda) - disse que agora é novamente pré-candidato a prefeito, desta vez com o apoio de Bôda.
Perguntado como tem sido o seu relacionamento com o prefeito, afirmou ser o melhor possível, e a prova disto é que tem acompanhado o Chefe do Executivo Municipal em quase todos os eventos realizados na cidade e zona rural dando prova de que está integrado com o prefeito. Indagado, ainda, sobre a não aceitação de seu nome como candidato por parte de alguns membros da cúpula governista, o vice-prefeito foi enfático: "Não estou preocupado com os membros, o meu compromisso foi com o prefeito Bôda". E disse mais: "Eles (o grupo) sabem que quem decidiu a eleição passada a favor do prefeito fomos nós do Partido dos Trabalhadores; confio muito no compromisso assumido pelo prefeito Bôda, toda Alagoa Grande sabe, que ele é um homem de palavra", concluiu Beto.
Ao ser interrogado sobre uma possível candidatura a reeleição de Bôda, disse não ter nenhum tipo de preocupação, pois tem conversado com o prefeito, e ele tem reiterado por diversas vezes que não quer mais ser candidato, que pretende descansar e dar mais atenção à família.
Com relação a enfrentar uma candidatura das oposições, disse não temer, pois tem plena consciência de que não tem rejeição na cidade, que pode adentrar em qualquer residência, pois será sempre bem acolhido; o que não acontece com os adversários, já que sempre existe uma certa resistência por parte da população com relação a alguns membros do grupo oposicionista, de modo que, na hora que anunciarem suas candidaturas, terão algum tipo de rejeição pelos munícipes.
Perguntado sobre como se comportará o eleitorado de Canafístula em relação ao seu nome, o vice-prefeito afirmou de maneira clara que acredita no apoio da população, pois ela (Canafístula) é um lugar politizado e sabe das origens de Beto por lá. E mais, sendo eleito prefeito de Alagoa Grande, disse ele, “estarei durante o dia na cidade e à noite na minha residência em  Canafístula para atender o povo”.
Finalizando, disse que está pronto para ser confirmado o candidato da situação. De imediato pretende acabar com algumas arestas que por ventura venha existir, o que é aceitável aos olhos políticos.
É, caros leitores, parece que essas eleições na terra de Margarida Maria Alves, promete muitas emoções.

JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
DRT 4580/97

domingo, 13 de setembro de 2015

ALAGOA GRANDE, uma cidade sem lideranças, de quem é a culpa?

Alagoa Grande é uma cidade importante no cenário político e social do Estado da Paraíba, mas infelizmente passa por um dos momentos mais lamentáveis de toda a sua história. Tem parecido uma cidade acéfala ao que acontece no mundo globalizado em que vivemos. Talvez, ela seja apenas uma amostra da realidade de várias outras cidades interioranas, onde os jovens pouco se importam com a política, e quando se importam, são remetidos à desonestidades, corrupção etc.
Será que os exemplos de malversação do dinheiro público por parte dos governantes não estão permitindo essa rejeição pela política? Muitas vezes um jovem tem propostas inovadoras para serem implementadas no legislativo do seu Município, do seu Estado ou do seu País, mas não pode participar do pleito, porque acredita não ter verba suficiente para ingressar na disputa, não tem a propina, o trocado extra para "comprar" votos. E assim a política continua nas mãos dos mais abastados economicamente.
Sinceramente, já está mais do que na hora de mudarmos esses conceitos, pois o povo está perdendo o sentido de sair de suas casas para votar. Os mandatários, ou as grandes oligarquias, são pensam em si, enquanto  as pessoas sofrem.
Se fizermos um comparativo com o futebol, vemos como é possível construir novos líderes. Vejamos, quase todas grandes equipes de futebol possuem suas escolinhas, onde as crianças começam a praticar aquele esporte muito cedo, dai quando está mais amadurecido passa a se entrosar com os mais experiente, podendo se tornar um titular; quiçá um ídolo daquela equipe. Assim também é na escola onde o estudante se prepara para galgar o seu futuro e o bem estar de sua família.
Por outro lado, nada disso acontece na vida política em nosso meio, o que nos deixa a nítida impressão de que as pessoas só têm a obrigação de votar e ficar sempre submissa a uma classe, onde só essa classe pode ter vez e voz; uma pura relação entre dominantes e dominados. Enquanto isso, a sociedade fica à margem daquilo que lhe é mais sublime: a participação democrática. Nesta, todos devem ter igualdade de oportunidades.
Alagoa Grande, a Paraíba e porque não dizer o Brasil precisam urgentemente de jovens na política. O nosso país, hoje, passa pela maior humilhação moral de sua história. Mas qual é o cerne da questão? A política. Fato que nos deixa convencido de que está em falta ensinamento de como ser probo com o dinheiro público, ou seja, falta de educação moral e cívica, acima de tudo, crise ética.
E por onde tudo deve começar? Claro que é no Município, pois uma grande liderança nacional ou internacional tem como seu berço inicial a sua cidade. É preciso levarmos ao nossos conterrâneos, de forma firme e concisa, o exemplo dos filhos ilustres dessa terra, dar oportunidade, tratar os de casa com zelo, para que os filhos dessa terra veja, se inspire e a partir daí comece a se interessar pela política da cidade.
O que mais está em voga no mundo atual é o chamado desapego das coisas, será que a cúpula política, já está também pensando nessa proposta e desapegar-se desse poder e passar o bastão para outros, ou iremos continuar como "Dantes no quartel de Abrantes"? Estamos ficando órfãos, sem líderes, estamos perdendo a esperança de ver a cidade crescer, desenvolver-se, e o reflexo disso está em uma só pergunta: Em que ano tivemos um alagoagrandese da "gema" administrando a nossa terra? É mais do que urgente colocarmos jovens na política, do contrário, teremos que continuar importando candidatos para administrar a sua terra, a nossa querida Alagoa Grande. No final das contas, saibamos que os bônus e os ônus são sempre nossos.

 
JOSÉ GILDO DE ARAÚJO
JORNALISTA
DRT 4590/97