domingo, 8 de dezembro de 2024

Deusdete Queiroga: Um Erro Estratégico De João Azevedo

OPINIÃO EXCLUSIVA DO JORNALISTA GILDO ARAÚJO

 

A política é a arte do diálogo, mas sobretudo de estratégia, onde só os melhores que se articulam, sobrevivem. Aliás, a gente aprende isso desde a lei do uso e desuso, uma lei da teoria evolutiva proposta por Jean-Baptiste Lamarck, que diz “os órgãos dos seres vivos se desenvolvem ou atrofiam de acordo com o quanto são usados: se são usados com frequência tendem a se desenvolver e se tornar mais funcionais, enquanto que os órgãos que não são usados com frequência tendem a atrofiar e regredir”. Tudo isso é para fazer um parâmetro do que pode vir acontecer na política do Estado a partir da possibilidade do governador João Azevedo (PSB), vir a indicar o nome do secretário de infraestrutura da Paraíba, Deusdete Queiroga Filho (PSB).

Mesmo que ainda de forma empírica, o nome de Deusdete Queiroga deve ser avaliado olhando todo o seu histórico. Pois, trata-se de um ex-deputado ainda da década de noventa, que mesmo assumindo um cargo público, é totalmente inativado politicamente falando, pois além de não possuir nenhuma influência política no Estado, é um nome totalmente desconhecido pela população em geral.

É bom lembrar que esse negócio de dizer que Deusdete é o João de Ricardo Coutinho (PT) é um erro estratégico de quem está querendo introduzir essa ideia, pois o tempo é outro. Deve-se tomar em conta que o ex-governador Ricardo Coutinho tinha o domínio de todo arcabouço político, conhecia os meandros e as filigranas dos partidos aliados e suas lideranças, já que conhecia e ainda conhece a política como poucos, pois foi vereador, prefeito de João Pessoa, deputado estadual e governador, ou seja, naquele tempo, Ricardo sabia conduzir com maestria a candidatura de João Azevedo a governador, inclusive, João sendo filho de João Pessoa e isso pesando e muito dentro da geopolítica da indicação, pois era alguém que poderia abafar os votos contrários advindos de Campina Grande, reduto sempre contrário ao governo do Estado.

A verdade é que do ponto de vista administrativo, Deusdete Queiroga foi uma excelente escolha, pois é um engenheiro por formação e tem prestado um excelente serviço a Paraíba, mas ventilar a possibilidade de ele vir a disputar um governo da Paraíba, só com o apoio do governador, é uma temeridade, e isso começa a colocar em risco a eleição do grupo de João Azevedo nas eleições de 2026.

Imaginemos que o governador João Azevedo desista de ser candidato e coloque Deusdete para ser o seu candidato. Antes de tudo, deverá perder o apoio do Progressistas de Aguinaldo Ribeiro, Lucas Ribeiro e até do prefeito Cícero Lucena, além da senadora Daniella Ribeiro (PSD), que vendo seu filho, o vice-governador, fora da disputa, jamais irá apoiar o candidato do governador João Azevedo. E isso pode gerar um efeito dominó, ou seja, o Republicanos que é um grupo muito forte, composto por 8 deputados estaduais e 3 federais, tendo o presidente da Assembleia Adriano Galdino e o futuro presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, também não irá engolir uma “candidatura de goela abaixo”, vinda do Palácio da Redenção, tendo em vista que não vimos, nem ouvimos nenhum partido aliado comungar com essa possibilidade em aceitar essa possível candidatura de Deusdete ao governo da Paraíba.

Pelo jeito, tem alguém estimulando o governador João Azevedo a colocar “fogo no parquinho das Eleições de 2026”. E o que já se pode observar é que deve ter alguns assessores dentro do Palácio da Redenção que ficam instigando o governador a tomar tal atitude, com o objetivo de criar arestas, o que só favorece à oposição que começa a assistir de camarote todo esse cenário político, pois sabe que a perdurar esse comportamento de indicação de Deusdete, haverá muitas baixas no governo, inclusive, com reflexos na possível candidatura de reeleição do presidente Lula na Paraíba, e isso tem que ser levado também em consideração.

Talvez o governador João Azevedo não tenha enxergado que mexer com esse vespeiro agora só aumentam as articulações dos partidos aliados com os oposicionistas que estão dispostos a todo tipo de negociação.

Temos certeza que, a partir do que estamos alertando, haverá ainda essa semana uma movimentação intensa dos partidos e dentro do próprio governo para encontrar uma forma de resolver essa possibilidade de indicação do secretário Deusdete, pois pode colocar todo planejamento estratégico para 2026 fora de qualquer cogitação, pois haverá perdas irrecuperáveis de parlamentares e lideranças aliadas cujos reflexos resultarão em uma derrota acachapante. “A teimosia é própria daqueles que não sabem o que acontece ao seu redor, por isso optam pelo que lhes convém”. (Zezezus).

João, João, cuidado! Como diz lá no meu interior, “quem engole corda é cacimbão”.

Quem viver, verá!

 

 

RAPIDINHA 1

ALAGOA GRANDE. “NÃO A KILÃO”: VEREADORES ELEITOS, DUCA CHAVES E ZÉ DO POVO DIZEM QUE “NÃO VOTAM NO VEREADOR AQUILES DE TATÁ DE JEITO NENHUM”, E A OPOSIÇÃO QUE SERÁ COMANDADA PELO PREFEITO SOBRINHO PODE FAZER A MESA DA CÂMARA MUNICIPAL JÁ A PARTIR DE 1º DE JANEIRO.

Quem disse que a briga política em Alagoa Grande acabaria depois das eleições? Pelo contrário, agora que começou a pegar fogo nos bastidores. Acontece que inicialmente o candidato da situação para a presidência da câmara municipal seria o vereador Aquiles de Tatá que foi reeleito recentemente. Acontece que, algumas possíveis movimentações feitas pelo parlamentar, não deixou nada satisfeito os vereadores eleitos Duca Chaves (Republicanos) e Zé do Povo (Avante). Os dois tomaram conhecimento de que o vereador Aquiles estava se articulando para derrubar um deles e ser o candidato preferencial do prefeito eleito, Neto Carneiro.

Ao observar a possível traição, Zé do Povo e Duca Chaves, possíveis candidatos, então começaram um entendimento com os vereadores eleitos da futura oposição, e as conversas já estão tão avançadas que já se fala que Duca Chaves será o candidato a Presidente para o primeiro biênio e Zé do Povo ou Marcelo de Manoelzinho o do segundo biênio.

Uma coisa é fato, tanto o vereador Zé do Povo, quanto o também vereador Duca Chaves, já bateram o martelo em dizer que “não votam no vereador Aquiles de jeito nenhum”. Resta saber como o prefeito eleito, Neto Carneiro, vai absorver essa decisão.

Isso denota que o prefeito Sobrinho, mesmo ficando fora da Administração, já começa 2025 com muita força, embora os vereadores não queiram demonstrar essa situação política.



RAPIDINHA 2

PREFEITO SOBRINHO PAGA SEGUNDA PARCELA DO 13º AO SERVIDORES MUNICIPAIS NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA. MÊS DE DEZEMBRO SERÁ DIA 20. 


O prefeito Antônio Sobrinho de Alagoa Grande estará pagando a folha de pagamento referente à segunda parcela do 13º dos servidores municipais já na próxima terça-feira (10). O gestor alagograndense também já anunciou que o pagamento da folha do mês de dezembro será efetuado no próximo dia 20. Além de todo esse montante, o Chefe do Executivo municipal ainda irá contemplar os servidores da educação com o 14º salário, o que vai dar uma injeção bastante importante ao comércio da cidade, que vem vivendo um dos melhores momentos da economia do município. Sem sombras de dúvidas, o prefeito Sobrinho deixa um legado que jamais será esquecido pelo seu povo, e que já o considera como o maior prefeito da história de Alagoa Grande. O que se espera é que o seu sucessor dê continuidade a esse belíssimo trabalho.

 

RAPIDINHA 3

BOSCO CARNEIRO PERDE A TITULARIDADE DO MANDATO, MAS CONTINUA COM ASSENTO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal, o deputado estadual Márcio Roberto (Republicanos) tomará posse ainda essa semana na Assembleia Legislativa da Paraíba em lugar do deputado Bosco Carneiro que passará a ser o 1º primeiro suplente do Republicanos.

Como o deputado titular Wilson Filho está assumindo o cargo de Secretário Estadual de Educação, o deputado Bosco permanecerá na Casa de Epitácio Pessoa, embora deva haver uma mudança na estrutura de gabinete, já que Márcio Roberto montará o seu próprio gabinete.

Uma pergunta que não quer calar, nesse caso, é a seguinte: será que a intenção do governador em colocar Márcio Roberto para ser secretário em Brasília, não teve como objetivo a articulação do próprio Márcio Roberto junto às autoridades judiciais para a recuperação de seu mandato? Pelo jeito, se articulou muitíssimo bem, pois ganhou mais dois anos como deputado estadual. Em política até “boi voa”.   

Diante de todo esse cenário, quem deve sair ganhando, em Alagoa Grande, é o deputado Wilson Filho, que conta com o apoio do prefeito Sobrinho, e assim, deve preservar todos os cargos do Estado na terra de Jackson do Pandeiro.

 

RAPIDINHA 4 

RELATÓRIO DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO APONTA 21 IRREGULARIDADES NA PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CIDADE DE CAMPINA GRANDE. PREFEITO BRUNO CUNHA LIMA FOI INTIMADO PARA FAZER DEFESA. 


Um relatório inicial, publicado pela auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), aponta 21 irregularidades na prestação de contas na Administração do prefeito Bruno Cunha Lima, de Campina Grande, no exercício 2023. A Corte de Contas já fez a devida intimação para que o Chefe do Executivo campinense apresente sua defesa até o dia 1º de janeiro de 2025.

Segundo o TCE, as irregularidades são: Aberturas de créditos adicionais - suplementares ou especiais - sem a autorização do Legislativo. Outra possível irregularidade foi a realização de manejamento, transferência ou transposição de recursos entre órgãos ou categorias de programação diferentes sem lei autorizativa específica. Parece que vem muito moído para o prefeito campinense. Vamos aguardar.

 

José Gildo de Araújo

Jornalista profissional

domingo, 1 de dezembro de 2024

Especulação para 2026: Para o Senado, João e Aguinaldo; Governador, Adriano Galdino

 OPINIÃO EXCLUSIVA DO JORNALISTA GILDO ARAÚJO

 

A política é tão dinâmica e especulativa que até os principais protagonistas ficam investigando, vendo e ouvindo as opiniões dos analistas políticos para melhor se posicionarem diante possíveis conjecturas para as eleições de 2026.

Evidentemente, isso acontece em qualquer panorama político, seja nacional, regional ou até mesmo estadual. No caso específico da Paraíba, nos últimos meses, vem se evidenciando que dentro do grupo do governador João Azevedo (PSB), vem existindo um melhor alinhamento entre Adriano Galdino (Republicanos) com os Ribeiros, mesmo sabendo das rusgas até então existentes.

O reflexo disso tem sido visto quando o partido Republicanos, leia-se Adriano Galdino, que tem sido um interlocutor bastante eficaz, de repente passou a trocar fidalguia com o vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas). Basta observar os dias em que o presidente da Assembleia Legislativa ficou no cargo, sempre agradecendo de forma harmônica ao governador João Azevedo e essencialmente ao vice-governador, o que transparece que já há um entendimento mais consistente visando a união do grupo situacionista para o próximo pleito.

Diante desse comportamento que vem sendo desenhado já há quem especule um cenário mais aguçado para 2026 com uma chapa composta por Adriano Galdino para governador, João Azevedo e Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) para o Senado Federal, Daniella Ribeiro (PSD), para deputada federal, restando apenas a vaga na chapa do vice-governador, e os suplentes de senadores para serem negociadas com outros partidos, inclusive, o Partido dos Trabalhadores.

Tudo isso só será possível com Lucas Ribeiro assumindo o governo da Paraíba até o dia 31 de dezembro de 2026, algo que já deve estar sendo trabalhado pelas principais lideranças que formam o grupo do governador João Azevedo, que só deixará o cargo para a disputa se sentir segurança dos acordos a serem feitos; do contrário, poderá haver uma grande reviravolta e os rumos da campanha tomarem outro destino.

A verdade é que se a chapa para 2026 for composta por Adriano Galdino para governador, João Azevedo e Aguinaldo Ribeiro senador, a eleição de 2026 tem tudo para ser vitoriosa, pois o grupo conta com a maioria dos deputados estaduais e federais do Estado, o que pode contar com o apoio de quase todos os prefeitos municipais, e assim proporcionar maior chance de êxito do grupo governista.

Que as oposições se preparem, porque o grupo governista parece que vem para triunfar mais uma vez, o que colocaria em xeque a situação das oposições no Estado da Paraíba. 

Quem viver, verá!

domingo, 24 de novembro de 2024

Eleições 2026: A oposição só tem Efraim ou Pedro

OPINIÃO EXCLUSIVA DO JORNALISTA GILDO ARAÚJO.

 

Depois dos resultados das eleições municipais, já se começam a fazer projeções políticas para as eleições de 2026 para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Na Paraíba, o governador João Azevedo (PSB) e todo o seu staff político deram início ao planejamento de preparação para a definição da chapa que disputará as eleições.

De imediato, o partido Republicanos e o Partido dos Trabalhadores, assim como comentamos anteriormente, começaram a se movimentar, e já na semana passada, o governador João Azevedo recebeu a adesão de alguns parlamentares como: Bosco Carneiro e Michel Henrique, ambos estavam fora da base do governo, mesmo sendo do partido que dá sustentação ao trabalho de João na Casa de Epitácio Pessoa.

Há de se observar que o Republicanos corre contra o tempo, pois os partidários desejam contar com o governador para o apoio à eleição para a presidência da Câmara Federal, do deputado Hugo Motta Wanderley da Nóbrega – atual presidente do Republicanos; e ainda emplacar o próximo candidato ao governo da Paraíba, que poderá ser o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano César Galdino de Araújo (Republicanos).

No mesmo ritmo atuou o Partido dos Trabalhadores, que por orientações obvias, enviou a deputada Cida Ramos e o deputado Luciano Cartaxo a declararem apoio incondicional ao governo João Azevedo, certamente de “olho” no projeto político federal, com a intenção maior de fortalecer o grupo de apoio à reeleição do presidente Lula. Sem dúvidas, em 2026, a oposição virá muito forte para a disputa, e daí a necessidade urgente da união de todos os progressistas em torno dessa aliança, inclusive, não será surpresa a presença, muito em breve, do ex-governador da Paraíba, Ricardo Vieira Coutinho (PT), que poderá ser candidato a deputado federal em substituição ao deputado Padre Luiz Couto (PT), que deixará as disputas partidárias. 

Do lado das oposições ao governo João Azevedo, não se sabe que tipo de estratégias estão sendo formatadas, pois há um desmoronamento na definição de quem poderá vir a ser o escolhido para a disputa de governo, embora seja nítido que, do ponto de vista atual, não há outra saída a não ser a candidatura do senador Efraim Araújo Morais Filho (União Brasil) ou a de Pedro Cunha Lima (PSDB), pois são os únicos políticos, no momento, que possuem amplas condições de fazer um enfrentamento ao grupo comandado pelo governador João Azevedo, com análise ainda de forma ainda incipiente, levando em consideração que tudo ainda está na fase de planejamento.

E com todas as vênias ao deputado Romero Rodrigues Veiga (Podemos), ele perdeu o time das conquistas, pois teve uma grande chance de ser prefeito de Campina Grande e, ao final, foi o político que mais saiu desgastado das eleições municipais, pois perdeu (e muito) sua credibilidade junto à própria classe política do Estado, quando provocou e demonstrou à população campinense que iria ser candidato a prefeito e ao final se acovardou. Com esse seu gesto, ficou ofuscado durante a campanha, sendo a todo instante xingado pelos seus antigos aliados.

Com isso, cremos que qualquer conjuntura com Romero Rodrigues não prosperará, nem mesmo com o prefeito Bruno Cunha Lima ou com a gastança enorme vinda de diversas partes. Romero hoje tem uma enorme rejeição na cidade e grande fragilidade para enfrentar o grupo do governador João Azevedo.

Em relação ao senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), a situação é de extremo perigo, já que está fora do real “ninho” ideológico, o que lhe põe fora de disputar o governo, e ainda tentar se reeleger para o senado, o que não vai ser nada fácil, haja vista essa convivência com grande parte de “bolsonaristas”.

A verdade é que as oposições, principalmente o Centrão Paraibano, ainda terão que se unir aos bolsonaristas para tentar buscar um fôlego para a disputa de 2026. A preço de hoje, reitera-se que as oposições só possuem para a disputa o senador Efraim Araújo Morais Filho e o ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, ou a oposição estará fadada a mais uma grande derrota em 2026.

Quem viver, verá!

 

domingo, 17 de novembro de 2024

Adriano Galdino: O Matuto do Cariri sonhando com o Palácio da Redenção

OPINIÃO EXCLUSIVA DO JORNALISTA GILDO ARAÚJO.

 

Quem diria que uma pessoa simples do povo poderia um dia sonhar e vislumbrar tornar-se governador de seu Estado, algo só almejado e alcançado pelos mais abastados (ricos), filhos de oligarquias ou de Coronéis da política. Aos pobres, só restava a obrigação de votar e de ver essa classe dominante no Poder. Quiçá fosse até muita petulância de um pacato cidadão desafiar esses “Senhores Feudais” da política tradicional.

Talvez inspirado no que disse Osvaldo de Barros Filho “Não importa de onde você veio, importa pra onde você vai”, na Paraíba está surgindo um filho do povo, cognominado de Adriano César Galdino de Araújo (Republicanos), cujo desejo é quebrar todos os paradigmas da política até chegar ao tão sonhado Palácio da Redenção.

Quem conhece um pouco da história do “matuto” do Cariri, sabe das lutas entrincheiradas pelas quais ele passou desde de sua infância sofrida, quando vendedor de confeitos (bombons), caminhoneiro e, com muita perseverança, acreditando em si mesmo, tornou-se engenheiro e servidor do Banco do Brasil, o que para uma pessoa humilde, já seria o bastante já que não tinha quase nada. Mas o matuto foi mais além, depois de tanta luta, conseguiu se tornar prefeito de sua amada terra, Pocinhos, e daí em diante não parou mais.

Adriano Galdino tornou-se deputado estadual, alcançando quatro mandatos de Presidente da Assembleia Legislativa do  Estado, graças ao seu traquejo político e compromissos cumpridos junto a todos os parlamentares da “Casa de Epitácio Pessoa” e até mesmo ao governador João Azevedo (PSB), que durante toda gestão de Adriano na  Assembleia, tem administrado a Paraíba de forma sólida, cujos resultados econômicos e sociais a população já começou a sentir, principalmente na elevação do PIB (Produto Interno Bruto).

Diante de tudo isso, é nítida que a confiança do governador junto ao deputado Adriano Galdino tem se notabilizado tanto, que já se observa na fala do próprio Adriano Galdino, de forma peremptória, que chegou a dizer à imprensa que será candidato a governador; já dando para observar que há uma certa “autorização” do governo, como se diz popularmente, “jogue seu nome, se ele progredir, não tenha dúvidas de que será você”.

A verdade é que a candidatura do presidente Adriano Galdino vem ganhando uma musculatura política imensurável, e já começa a tomar conta dos quatro cantos da Paraíba. Nota-se que entre os parlamentares, já há uma grande movimentação em torno do nome de Adriano a ponto de muitos deles já declararem apoio muito antes de 2026, até mesmo políticos do bloco de oposição; o fato já começa a preocupar inclusive o grupo Ribeiro que pode não ter Lucas Ribeiro (PP), como candidato do grupo do governador em 2026.

A própria imprensa paraibana já vem demonstrando sua simpatia pela candidatura de Adriano Galdino, basta observar algumas análises feitas pelos comentaristas políticos e repórteres que cobrem o dia a dia da política.

Porém, como a política é dinâmica, ninguém se iluda se até as vésperas da decisão da escolha dos candidatos, houver alguma estratégia de pacificação para todos, ou seja, o governador João Azevedo deixar o governo com a garantia de que Lucas Ribeiro poderá assumir o cargo de Governador, assim, Lucas não iria para a reeleição, garantiria uma aposentadoria vitalícia, e apoiaria a candidatura de Adriano Galdino para governador, João Azevedo para o senado e a reeleição de sua mãe, a senadora Daniella Ribeiro (PSD), isso claro, dentro de uma conjuntura totalmente debatida por todos os grupos que fazem parte do atual governo.

Dentro dessa perspectiva, até o Partido dos Trabalhadores (PT) poderia fazer parte, já que o objetivo maior do PT é fazer a sucessão de Lula ou reelegê-lo. Dessa forma, pode-se ter uma ideia de que haverá um grande arco de aliança entre os partidos progressistas e os que dão sustentação ao governo Lula em Brasília. No meio de tudo isso, o que se vê é que o “matuto” do Cariri vem com tudo para ser o próximo governador da Paraíba.

Não subestimem o filho de Dona Elisabete e de seu Antônio Galdino, ou simplesmente “filho do povo”, pois com ele mesmo fala, a sua candidatura é “ Por uma Paraíba melhor e mais justa para todos”. Como disse Miguel de Cervantes e Dom Quixote: “Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha junto é o começo de uma realidade”. Adriano Galdino, o “matuto” que não para de crescer. Que deixem a nossa “avoante” voar e que siga em paz, até a sua vitória, levando consigo a esperança de seu povo. Avante Adriano.

Quem viver, verá!

 

José Gildo de Araújo

Jornalista Profissional

domingo, 10 de novembro de 2024

Eleições 2026: Veneziano vai mesmo com o Grupo “Bolsonarista”?

OPINIÃO EXCLUSIVA DO JORNALISTA GILDO ARAÚJO

 




Ao observar todos os cenários políticos das eleições de 2026, notamos um fato curioso que deve ser analisado pelos comentaristas políticos e, essencialmente, pela população: o futuro político do senador Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto (MDB).

O fato é que, mesmo fazendo parte da base de apoio do presidente Lula no Congresso Nacional, onde tem carregado diversos recursos para a Paraíba, especialmente para sua terra Campina Grande, Vené tem tido uma aliança bastante consistente com os maiores adversários do Governo Federal em seu Estado, inclusive, aliando-se com políticos que são da ala “Bolsonarista”, o que pode colocar sua reeleição em risco.

         A grande pergunta que não quer calar é: Por que o senador Veneziano Vital não se alia ao grupo que defende o governo Lula na Paraíba? Até o momento, só possui, de forma garantida, a vaga do governador João Azevedo (PSB)? Se levarmos em consideração que o projeto é de uma manutenção de governo mais progressistas, observa-se que, com a desistência do deputado Hugo Motta (Republicanos) em disputar o senado, e que a senadora Daniela Ribeiro (PSD) deve abdicar da sua vaga para ver o filho, Lucas Ribeiro (Progressistas), governador da Paraíba, caso João Azevedo deixe o governo, seria muito mais cômodo para o senador Veneziano Vital ser o segundo candidato do grupo progressista na disputa para o Senado Federal, porém, observa-se que essa sua estratégia de se unir com o centro direita e a direita mais radical poderá trazer muita insegurança em seu projeto de reeleição, já que sofrerá ataque de diversos partidos ligados ao Presidente da República, principalmente do Partido dos Trabalhadores, o qual poderá tratá-lo, mais uma vez, como “traidor”, quando Vené votou a favor do Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, no fatídico dia 31 de agosto de 2016, uma mácula até hoje não foi esquecida pelos esquerdistas.

Sabemos que em política existe de tudo, mas esse apoio incondicional de Veneziano a Bruno Cunha Lima (União Brasil) em Campina Grande, Ruy Carneiro (Podemos) em João Pessoa e sua decisão de não apoiar Cícero Lucena (Progressistas) no segundo turno, contra o bolsonarista Marelo Queiroga (PL), poderá haver ainda muito mais desdobramentos, cujos reflexos virão na hora da decisão de escolha dos candidatos ao Senado.

Só lembrando que apenas três senadores paraibanos conseguiram sua reeleição: Rui Carneiro (1950, 1958, 1966, 1974); Argemiro de Figueiredo (1954 e 1962) e Humberto Lucena (1978 e 1986).

A verdade é que o senador Veneziano Vital vai precisar de muita articulação e estratégia política para sua reeleição. Se conseguir, será um grande feito, mas da forma como está o cenário atual, está cada vez mais complicado.

Quem viver, verá!

 

José Gildo de Araújo

Jornalista Profissional

domingo, 1 de setembro de 2024

Eleições em João Pessoa: Haverá Segundo Turno?

 


O pleito eleitoral em João Pessoa sempre foi bastante acirrado, basta observar que na última disputa houve um segundo turno entre Nilvan Ferreira (PL na época) e Cícero Lucena (Progressistas), valendo a lembrança de que Ruy Carneiro perdeu com uma diferença mínima de votos para Nilvan, o que fez com que Cícero tivesse bastante trabalho para chegar à vitória.

Quatro anos se passaram, e o que se observa no cenário de hoje é uma tendência substancial de que o prefeito Cícero Lucena possa levar a eleição ainda no primeiro turno, tendo em vista as últimas pesquisas realizadas na capital que apontaram um favoritismo considerável do atual gestor de João Pessoa.

É óbvio que essa ligeira vantagem se dá em decorrência das diversas candidaturas no campo das oposições, como as de Ruy Carneiro (Podemos), Marcelo Queiroga (PL), e Luciano Cartaxo (PT), o que faz com que o eleitorado da capital paraibana se divida bastante. Porém, caso haja segundo turno e esses partidos se unam contra Cícero, o que é pouco provável, o páreo ficará muito acirrado, e Cícero poderá vir a sofrer uma derrota. Mas isso são apenas hipóteses.

É fatídico observar que uma candidatura que poderá surpreender até o final da disputa é a de Luciano Cartaxo, pois além de já ter sido prefeito, tem o apoio da militância do seu partido e, em especial, do Presidente da República, Lula. Isso sem contar a inconteste contribuição do ex-prefeito da capital e ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), que tem sua esposa, Amanda Rodrigues (PT), como vice na chapa de Luciano. Aliás, Ricardo é possuidor de um significado espólio político de João Pessoa, devido a sua excelente gestão quando prefeito e governador, tendo sido ele quem deu uma virada de chave no desenvolvimento da capital, que hoje começa a usufruir dos benefícios feitos naquela época, principalmente na parte estrutural, o que tem provocado a avassaladora construção de obras por toda parte, além do crescimento do turismo e da fomentação do empreendedorismo gerando emprego e renda para as famílias.

É importante ressaltar que o governador João Azevedo (PSB), tem dado continuidade ao lado do próprio Cícero Lucena a essa implementação de política pública na capital. Daí, pela atual conjuntura formada, entendemos que, caso tenhamos segundo turno em João Pessoa, o prognóstico que se apresenta no momento é entre o atual prefeito Cícero Lucena e Luciano Cartaxo. 

Quem viver, verá.

domingo, 25 de agosto de 2024

Lucas Ribeiro: Deixem o jovem ser Governador!


A política da nossa Paraíba é realmente sui generis. Como se não bastasse tantas coisas pitorescas e jocosas que já acontecem no nosso dia a dia, agora surgem comentários de que existem algumas articulações nos bastidores da política para que o vice-governador Lucas Ribeiro (Progressistas), assuma uma vaga de Conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, o que lhe afastaria de uma vez por todas do Palácio da Redenção.

O tal comentário foi feito pelo renomado jornalista Gutemberg Cardoso, que possui muita credibilidade. No entanto, deve-se analisar que esse tipo de estratégia é algo sem muito nexo, pois quem conhece a família Ribeiro sabe que eles jamais abdicariam de ver o neto de Enivaldo Ribeiro como Governador da Paraíba.

Todos sabemos que os olhares da senadora Daniella Ribeiro, do deputado Aguinaldo Ribeiro (Progressistas), e do próprio Enivaldo Ribeiro é ver Lucas Ribeiro governando o Estado, e mais, indo para a sua reeleição com amplas chances de ser vitorioso.

Agora, alguém querer fazer determinados tipos de manobras para tolher a possibilidade de vermos um jovem à frente do nosso Estado, isso é, no mínimo, uma brincadeira de mau gosto, que a família Ribeiro sequer dá ouvidos.

A verdade é que o foco é ver Lucas no Poder e concorrer à sua reeleição, e apoiando a eleição do governador João Azevedo para o senado federal. Inclusive, Daniella Ribeiro (PSD), em entrevista à imprensa na semana passada, declarou que, mesmo ainda trabalhando para sua reeleição, não teria nenhum problema em abrir mão em troca do apoio ao nome de seu filho para Governador, caso ele venha a assumir; e é o que todo mundo está esperando, tendo em vista que a eleição do governador João Azevedo para o Senado Federal é dado como certo. 

Agora, essa especulação de que Lucas irá trocar suas plenas chances de assumir o governo e a sua reeleição para ser Conselheiro do Tribunal de Contas, é “carta fora do baralho”. Muito pelo contrário, há uma expectativa enorme do povo paraibano em querer vê-lo governador da Paraíba, justamente para sentir o que significa uma gestão jovem, com perspectiva diferente e progressista.

Pelo jeito, poderão existir várias investidas para tentar tirar a vez do jovem Lucas Ribeiro comandar a Paraíba, porém, em nossa opinião, serão tentativas inócuas. Se tem uma coisa que os Ribeiros não simpatizam é com esse “rami-rami”, pressão de lá e cá. Contra isso, eles são vacinados, dada a vasta experiência que possuem.

Diante de tudo isso, o que se espera é que o “garoto” de Campina se torne governador, que possa unir todo o grupo e juntar-se a todos os paraibanos. Que em 2026 possa fazer uma grande campanha que o leve junto com seus pares a uma grande vitória, e que assim a gestão não sofra solução de continuidade.

Vamos agora esperar a decisão do governador João Azevedo, que poderá sair para candidato a Senador na chapa ao lado de Lucas e Hugo Motta (Republicanos); e a partir daí, construir um grupo vitorioso em 2026. 

Quem viver, verá!